Não creio que há dois povos, Israel e Igreja; não creio que ainda haverá restauração de Israel como estado teocrático; não creio que há promessas pendentes de cumprimento ao Israel como nação, salvo aquela prevista em Romanos 11 (conheço bem a controvérsia no meio reformado); não creio, enfim, na realidade e na necessidade de um reino milenar futuro com ares terrenos.

Mas amo o povo judeu e deploro a ideia de seu desterro e desaparecimento como Estado-nação. Sinto-me em dívida para com a “nação eleita”, porque dela vêm as Escrituras, as promessas, os patriarcas, a aliança, o culto e, por razão ainda maior, dela veio Jesus Cristo, Deus bendito para sempre. Todo cristão é obrigado a reconhecer que “a salvação vem dos judeus”. Que Israel esteja ali, como uma testemunha viva do propósito inquebrantável do Soberano.

Também creio que devemos todos nos indignar com a barbárie do terrorismo e temer, não sem razão, o avanço das hordas mais radicais do Islã. Por outro lado, certamente há uma brutalidade tal, como sói ocorrer nessas ocasiões, que a piedade exige que oremos por muito mais do que pela paz em Israel, visto não ser possível esquecer as tantas pessoas que em nada decidiram sobre os acontecimentos, de um lado e de outro, que foram repentina e brutalmente assassinadas ou enlutadas.

Como Deus é poderoso para fazer mais do que pedimos ou pensamos, oro para que a ameaça do terrorismo cesse, para que a guerra se torne desnecessária e para que aqueles povos do Oriente Médio convivam com respeito mútuo. Não é ingênuo desejar coisas impossíveis quando as esperamos de Deus e em Deus.

