Jesus Cristo e os Cristãos

Uma Introdução ao Segundo Artigo do “Credo dos Apóstolos”

Temas Gerais
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Modo noturno
Ary Queiroz Jr.
Estudo ministrado em 19 de março de 2023, 
Na Igreja Evangélica Monte Sinai

Introdução

É notável que as igrejas cristãs de todos os tempos tenham sentido a necessidade de explicitar suas crenças em documentos diversos. Nos séculos 4º e 5º, sobretudo, essas declarações assumiram a forma de “credos”. “Credo” é uma declaração concisa, composta de afirmações consistentes daquilo que o cristão deve crer e confessar; é, em geral, destinada ao uso público. Os credos sempre começam com expressões do tipo ”credo” ou “credemus” (“eu creio” ou “nós cremos”), porquanto representam a resposta humana à revelação divina, conforme veremos. 

Além dos credos conciliares – formulados nos Concílios de Niceia, em 325, Constantinopla, em 381, Éfeso, em 431, e Calcedônia, em 451 -, há pelo menos mais dois credos historicamente importantes – o Credo Atanasiano e o Credo Apostólico -, dos quais o segundo é sem dúvida o mais universalmente aceito e conhecido.

Origens e Desenvolvimento do “Credo dos Apóstolos”

Sobre as origens e desenvolvimento do “Credo Apostólico”, os seguintes fatos merecem destaque:

Primeiro, o Credo dos Apóstolos foi também chamado de “regra de fé”, “regra da verdade”, “tradição apostólica” e, mais tarde, “símbolo de fé”. Justo L. González explica o último termo em conexão com a função do Credo com as seguintes palavras: 

A palavra “símbolo” não tinha então o sentido que tem para nós hoje, mas se referia a um meio de reconhecimento. Por exemplo, se dois generais iam se separar, tomavam uma peça de barro, a quebravam e cada um deles levava consigo um pedaço. Se mais tarde um dos generais quisesse enviar mensagem ao seu colega entregava o pedaço de barro ao mensageiro, que então podia identificar-se porque seu pedaço de barro encaixava perfeitamente com o que tinha o outro general. A esse meio de reconhecimento dava-se o nome de “símbolo”. Logo, o “símbolo de fé” era um meio para reconhecer aqueles cristãos que sustentavam a verdadeira fé, em meio de toda a sorte de doutrinas que pretendiam ser verdadeiras.

Segundo, conforme Earle E. Cairns, o Credo dos Apóstolos é “o mais antigo sumário das doutrinas essenciais da Escritura que possuímos”. Com efeito, no segundo século, homens como Irineu, Tertuliano e Hipólito já ofereciam confissões de fé semelhantes ao Credo. Todavia, a formulação original parece ter surgido em Roma por volta de 340 d.C., tendo sido Ambrósio o primeiro a dar ao documento o título de Credo dos Apóstolos. A declaração usada no batismo por Rufino de Aquiléia, em c. de 390 d.C., já contém praticamente todos os artigos do Credo que recebemos. Nos séculos VII e VIII, o Credo já era usado amplamente pelas igrejas da Gália (atual França) e Espanha, lugares de onde nos advém a versão final.

“Creio em Deus, o Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra.

E em Jesus Cristo, seu único filho, nosso Senhor, que foi concebido pelo poder do Espírito Santo, nasceu da virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu à mansão dos mortos; ressuscitou ao terceiro dia; subiu aos céus; está assentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos.

Creio no Espírito Santo, a santa Igreja católica, a comunhão dos santos, a remissão dos pecados, a ressurreição da carne e a vida eterna. Amém.”

Terceiro, até metade do século XVII, era corrente a crença de que o Credo havia sido composto pelos apóstolos em Jerusalém, pela época do Pentecostes, antes de se separarem, havendo cada um contribuído com uma cláusula. Essa lenda é vista pela primeira vez na Exposição do Credo (Expositio Symboli) de Rufino de Aquiléia, no fim do século IV, no que foi seguido, com modificações, por Ambrósio de Milão (c. 400), João Cassiano (c. 424) e por toda a tradição católica romana. 

Entre os protestantes, a lenda encontrou defensores, foi questionada por Calvino e em seguida desmentida definitivamente por diversos estudiosos. Calvino estava ciente que de longa data havia certa crença que o Credo tivesse sido escrito pelos apóstolos, com a finalidade de conceder-lhe autoridade. Para o reformador, entretanto, o que está fora de dúvida é que o Credo foi recebido “desde o início da igreja” “como uma confissão pública e válida da fé cristã” e que “toda a história da nossa fé está nele contida em resumo e em excelente ordem, e que não há nada nele que não seja comprovado por diversos testemunhos da Escritura”. 

A Doutrina do Credo dos Apóstolos

O Credo Apostólico contém um sumário daquilo que os cristãos devem conhecer e crer para serem cristãos. É evidente que os cristãos precisam saber muito mais do que o que está no Credo, mas sem as verdades ensinadas nessa súmula da fé cristã não é possível sequer prosseguir, por serem basilares a tudo o mais que viermos a crer e confessar. Sobre a teologia do Credo dos Apóstolos, deve-se destacar especialmente os seguintes aspectos:

Em primeiro lugar, é uma teologia trinitária. Alguns estudiosos sugerem que devemos por uma vírgula após a expressão inicial “Cremos em Deus”, para que se enfatize que a fé cristã verdadeira é a fé no Deus que é uma triunidade de Pessoas divinas: “Creio em Deus, o Pai… e em Jesus Cristo… e no Espírito Santo”. O Credo ressalta que, conquanto as pessoas da Trindade ajam conjuntamente em todas as obras da divindade, em cada atividade uma das Pessoas assume papel proeminente. Deus o Pai aparece como a fonte e o Planejador de todas as coisas – Ele é o Criador e Provedor da criação; Deus o Filho, como Conquistador da salvação da humanidade caída; Deus o Espírito Santo, como o aplicador e aperfeiçoador daquilo que foi planejado pelo Pai e conquistado pelo Filho. 

Em segundo lugar, o Credo contempla o objeto da nossa fé como consistente de história e de revelação ou, como ensina Calvino, de duas espécies de realidades, umas visíveis e outras invisíveis. “O poder de Deus, o Espírito Santo, a remissão dos pecados, e outros artigos semelhantes, são realidades espirituais que não se vêm com os olhos da carne” (essas realidades correspondem à revelação). Por outro lado, “o nascimento, a morte, a ressurreição de Cristo e sua ascensão ao céu foram coisas vistas concretamente pelos homens” (isso é história). O Credo, pois, nos eleva da história aos aspectos mais altos da verdade. Por isso, quando recitarmos as realidades contidas no Credo, “não basta acreditar que são verdadeiras, mas é preciso que façamos dessa crença um objeto de confiança e esperança…”. 

Em terceiro lugar, o Credo, pode-se afirmar, é uma formulação cristocêntrica. O artigo que trata do Filho é o central, maior e mais completo, não por acaso, porque, afinal, Deus o Pai prepara o cenário para a atuação do Cristo e Deus o Espírito aplica as realizações do Cristo. Tratemos, doravante, de uma introdução ao segundo artigo. 

Jesus…

O segundo artigo do Credo se dedica ao Deus Salvador. Jesus Cristo é o tema central das Escrituras (Jo 5.39; Lc 24.27,44). Todo o Antigo Testamento aponta para Cristo em perspectiva, em promessa (Rm 1.1-3; 10.4); e todo o Novo Testamento remonta a Cristo, o cumprimento das promessas (2Co 1.20).

A nossa palavra portuguesa “Jesus” é uma transliteração da palavra latina, que se deriva da palavra grega “Iesous”, uma forma helenizada do nome hebraico “Ieshua” (“Yahweh salvará”), que, por sua vez, é uma abreviação do hebraico “Iehoshua” (“Yahweh é salvação”). 

Tanto José (Mt 1.21) como Maria (Lc 1.31) receberam ordem específica quanto ao nome pessoal do Salvador. A razão do nome “Jesus” foi mais claramente explicada a José: “… porque ele salvará o seu povo dos pecados deles”. Esse texto informa três verdades essenciais sobre Jesus e sua obra de redenção: primeira, Jesus é um Salvador eficiente – Ele de fato realizará todo o propósito divino para a sua obra: “Ele salvará…” (não diz: “talvez salve” ou “ele fará tudo o que puder para salvar”; diz: “Ele salvará”). 

A segunda verdade posta em evidência pelo texto é que Jesus é Deus! E nós sabemos disso porque a Bíblia atribui a Ele a prerrogativa de fazer aquilo que a Bíblia mesma diz que somente Deus pode fazer. 

Nesse sentido, a Escritura apresenta duas verdades paralelas. Pela primeira, diz que a obra da salvação é uma obra divina, que somente Deus poderia realizar, que se trata de uma obra que requer a onipotência que é própria somente da divindade. Do ventre do grande peixe, por exemplo, Jonas entendeu que “ao Senhor pertence a salvação” (Jn 2.9). Em Isaías 43.11,12, o Senhor diz que somente Ele é Salvador, nos termos mais inequívocos possíveis: “Eu, eu sou o Senhor, e fora de mim não há salvador. Eu anunciei a salvação, realizei-a e a fiz ouvir; deus estranho não houve entre vós, pois vós sois as minhas testemunhas, diz o Senhor Deus; eu sou Deus”. A partir dessas referências, a conclusão mais evidente é que não pode haver um salvador simplesmente humano ou, dizendo de outro modo, aquele que é apenas e simplesmente humano não pode salvar ninguém, nem a si mesmo. E, desse modo, chamar alguém que é apenas humano de salvador seria uma blasfêmia!

Com efeito, a grandeza da obra da salvação exige nada menor que a onipotência divina, porque a Bíblia diz que o Salvador…

  • Destruiu, por Sua morte, aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo (Hb 2.14), e que Ele se manifestou para destruir as obras do diabo (1Jo 3.8);
  • Livrou a todos que, pelo pavor da morte, estava sujeito à escravidão (Hb 2.15);
  • Por seu sangue, purifica a nossa consciência de obras mortas para servirmos ao Deus vivo (Hb 9.14);
  • Com uma única oferta pelo pecado através de um único sacrifício, tirou os pecados de muitos e se assentou à destra de Deus, tendo aperfeiçoado para sempre quantos estão sendo santificados (Hb 9.28;10.12,14).

Quem poderia realizar essas coisas, senão Deus?!

Mas, por outro lado, a Bíblia chama Jesus de Salvador. O nome Jesus já indica que Ele é o Salvador (“porque ele salvará o seu povo dos pecados deles” – Mt 1.21, disse o anjo a José). Pedro diz que não há possibilidade de haver salvação à parte de Jesus e que ninguém pode atribuir a si essa obra que pertence somente a Ele: “E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos”. Paulo, em Romanos 10.13, citando Joel 2.32, diz que “Todo aquele que invocar o nome do Senhor [Jesus] será salvo”, sendo de relevo anotar que em Joel o nome que deve ser invocado para a salvação é o de YHaWeH.

Então, a Bíblia é coerente. Ela diz basicamente o seguinte: 

  • Somente Deus pode salvar; 
  • Jesus é Deus; 
  • Logo, Jesus é o Salvador (“Ele salvará”).

Em terceiro lugar, a passagem também diz sobre a natureza da salvação que Jesus veio realizar: “ele salvará o seu povo dos pecados deles”. Jesus veio nos salvar do maior de todos os males e da causa fundamental de todos os males, o pecado. E, por fim, o texto ainda nos diz sobre os beneficiários da sua obra de salvação: “ele salvará o seu povo dos pecados deles”. Explicado está, portanto, o motivo pelo qual Jesus tinha que se chamar Jesus! Ele é o Deus Salvador que certamente, fora de qualquer dúvida, livra o seu povo eleito do maior dos seus males e os conduz à maior das bem-aventuranças, qual seja, a comunhão eterna com Deus.

… Cristo…

Ao nome pessoal (Jesus), acrescenta-se o título “Cristo”, a transliteração da forma grega do hebraico “Messias”, palavras que significam “Ungido”. 

O título “Cristo” (“Ungido”) o distingue como Aquele que foi ungido (separado, habilitado, consagrado, capacitado) pelo Espírito Santo (Mt 3.16) para cumprir a missão que Deus Lhe confiou. 

No Antigo Testamento, três ofícios tinham início com uma cerimônia de unção: o ofício profético, o ofício sacerdotal (Ex 40.13-15; Lv 8.12) e o ofício real (1Sm 9.16; 10.1; 16.13). Por meio do ofício profético Deus revelava Sua Palavra, interpretava a Sua Palavra à luz dos eventos presentes e fazia eventualmente previsões quanto ao futuro. Pelo ofício sacerdotal, Deus fazia expiação pelos pecados do povo e se permitia ter comunhão com o povo. Pelo ofício real, Deus governava seu povo.  

Mas, mesmo lá, no Antigo Testamento, já havia previsões no sentido de que viria no futuro um personagem para o qual aquelas unções apontavam como o seu cumprimento final, a respeito do qual o Novo Testamento diz ser Jesus. A princípio, o nome pessoal “Jesus” estava relacionado com o título “Cristo” em termos de uma confissão basilar e inegociável da Igreja (“Jesus é o Cristo” – Mt 16.16; Jo 20.30,31; At 4.25-17; 5.42; 1Jo 2.22), para, em seguida, tornarem-se, o nome e o título, um nome confessional, “um só e glorioso nome dado ao nosso Salvador”. Senão, vejamos:

Jesus, o Profeta. Moisés predisse sobre um profeta em especial que haveria de vir, que falaria as palavras de Deus e a quem o povo de Deus deveria a mais estrita obediência (Dt 18.18,19), passagem que os apóstolos naturalmente afirmaram ser uma referência a Jesus (At 3.22,23; 7.37). O profeta Isaías faz menção a uma unção com o Espírito para a realização da missão divina (Is 61.1-3), texto que Jesus aplicou a si (Lc 4.17-21).

Jesus, o Rei. Deus prometeu a Davi que seu descendente seria designado filho do próprio Deus (uma novidade na progressão da revelação) e que seu governo sobre o povo de Deus seria estabelecido para sempre (2Sm 7.12-16; Sl 2.6-9,12). O Antigo Testamento vai além para dizer que esse descendente de Davi seria um Rei divino (Dn 7.13,14,27), não apenas filho, mas Senhor de Davi (Sl 110.1), conforme Jesus mesmo esclareceu (Mt 22.41-46). O Novo Testamento é uníssono em afirmar que esse descendente de Davi que reina eternamente é Jesus (Lc 1.31-33; Rm 1.3; Mt 21.5).

Jesus, o Sacerdote. O sacerdote exercia o ofício de fazer expiação pelos pecados do povo, representar o povo na presença de Deus e interceder pelo povo. Salmos 110 é, nesse sentido, claramente um salmo messiânico, a apontar para um Rei que ao mesmo tempo seria um sacerdote eterno: “Disse o Senhor ao meu senhor: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos debaixo dos teus pés (…). O Senhor jurou e não se arrependerá: tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque” (Sl 110.1,4). Fica explicada, portanto, a razão pela qual um descendente de Davi, da tribo de Judá, para a qual não tinha sido dado o ofício sacerdotal, poderia ser um Rei-Sacerdote: o Rei seria sacerdote segundo outra ordem, que não a levítica, tema abordado com clareza pelo escritor aos Hebreus (Hb 7.15-19,26-28; 10.12,14).

A figura de rei-sacerdote é plenamente aperfeiçoada em Jesus Cristo, sacerdote segundo a ordem de Melquisequede e que cumpre plenamente a mediação entre Deus e o povo (1Tm 2.5), pois ofereceu sacrifício e intercede pelo povo ao mesmo tempo em que governa sobre ele. Jesus Cristo, filho de Deus e filho de Davi, está assentado no trono para seu reinado eterno.

Os Cristãos

Os membros do corpo de Cristo receberam várias designações no Novo Testamento. São chamados de “irmãos” (Fm 16,17; 1Ts 5.26; Fp 4.8), “crentes” ou “fiéis” (1Tm 4.12), “escravos” (Rm 1.1; 1Co 6.20; 1Pe 1.18; 2.9), “eleitos” ou “escolhidos” (Ef 1.3-6; 1Pe 1.2; 2.9) e “discípulos” (Mt 28.18-20; Jo 13.35; 15.8). São denominados “cristãos” (“seguidores de Cristo”) em Atos 11.26 (quando em Antioquia foram assim chamados pela primeira vez), 26.28 (termo usado pelo rei Agripa) e 1Pe 4.16. 

John Stott, em sua obra de despedida (O Discípulo Radical), pondera que as palavras “cristão” e “discípulo” indicam relacionamento com Jesus, mas aviva que “’discípulo’ talvez seja mais forte, pois inevitavelmente implica relacionamento entre aluno e professor”, para em seguida sugerir lamentando que “talvez, de alguma forma”, devêssemos “ter continuado a usar a palavra ‘discípulo’ nos séculos seguintes, para que os cristãos fossem discípulos de Jesus de maneira consciente e levassem a sério a possibilidade de estar ‘sob disciplina’”.

Os cristãos, porque pertencentes ao Cristo, de fato partilham da sua unção. As Escrituras dizem que estão em Cristo nas regiões celestiais (Ef 2.6) e que, de fato, de algum modo, reinam e reinarão com Cristo (Ap 2.26; 3.21). São denominados também “sacerdotes”, visto que oferecem sacrifícios espirituais por meio de Jesus Cristo (1Pe 2.4,5,9) e a si mesmos como um sacrifício vivo, santo e agradável (Rm 12.1). São chamados ainda de “sacerdócio real” (1Pe 2.9; Ap 1.6) e, como profetas, professam seu nome e pregam a sua Palavra.  

Aplicação

São diversas as implicações de sermos seguidores do Messias, do Cristo. Porque ele é o Profeta e nos trouxe a mais completa revelação de Deus (Hb 1.1,2; Ap 1.8), exatamente por ser o Verbo de Deus, devemos-lhe obediência em tudo o que diz e seu ensino constitui o fundamento de um relacionamento inabalável com Deus (Mt 7.24-27). 

Porque ele é o Rei do seu povo, devemos submissão ao seu mui santo, sábio e todo providente governo. Relacionar-se salvadoramente com o Rei Salvador e agir conforme Sua Palavra e seu Espírito é o anseio do povo de Deus (Mt 6.10). 

E porque ele é o Rei-Sacerdote, totalmente capaz de assegurar nosso acesso a Deus pela oferta de si mesmo, devemos, por meio dele, aproximar-nos de Deus em orações perseverantes e no culto público, guardar a confissão da esperança, cuidar uns dos outros e não deixarmos a congregação (Hb 10.19-25).

Soli Deo Gloria!

1 - GOZÁLEZ, Justo L. A Era dos Mártires: Uma História Ilustrada do Cristianismo. Volume 1. São Paulo: Vida Nova, 1995. p. 103 2 - CAIRNS, Earle E. O Cristianismo Através dos Séculos: Uma História da Igreja Cristã. São Paulo: Vida Nova, 2005. p.95 3 - Op. Cit. 4 - “Creio em Deus Pai onipotente e em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, que nasceu do Espírito Santo e da virgem Maria, que foi crucificado sob o poder de Pôncio Pilatos e sepultado, e ao terceiro dia ressurgiu da morte, que subiu ao céu e assentou à direita do Pai, de onde há de vir para julgar os vivos e os mortos. E no Espírito Santo, na santa Igreja, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne, na vida eterna [omitido por Rufino]”. BETTENSON, Henry. Documentos da Igreja Cristã... p. 60, 61 5 - Op. Cit. p. 60 6 - CALVINO, João. As Institutas. Volume 2. São Paulo: Cultura Cristã, 2006. ps 35 7 - HENDRIKSEN, William. Mateus. Volume 1. São Paulo: Cultura Cristã, 2001. p. 157 8 - Op. Cit.

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