Pintura clássica Disputa do Sacramento de Rafael representando a unidade entre a igreja visível e invisível, tema central da eclesiologia congregacional.

Como Identificar uma Verdadeira Igreja? As 3 Marcas da Fidelidade Bíblica

Descubra o que define a natureza de uma congregação cristã e quais critérios os reformadores estabeleceram para distinguir a igreja de Cristo de meras associações humanas.

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Divagações sobre a “Declaração de Fé Congregacional da UIECB” (Minuta do DET): Art. 23, Parte 3


Artigo 23 – Cremos que a única Igreja de nosso Senhor Jesus Cristo231 se manifesta na pluralidade das igrejas locais232, consistentes de uma comunhão pactual do povo escolhido de Deus operada pelo Espírito Santo233 e fundamentada na doutrina dos apóstolos23⁴, embora nelas eventualmente se imiscuam os réprobos e hipócritas23⁵, e que se distinguem pelas marcas da pura ministração da Palavra da Deus, da correta administração das ordenanças e do exercício fiel da disciplina236, cujos deveres supremos incluem os mandamentos do cuidado mútuo237, a prática dos dons espirituais238, o uso diligente dos meios de graça239, o culto público centrado nas Escrituras e por elas regulado2⁴0 e a missão ao mundo de pregar o evangelho, batizar os convertidos e discipulá-los2⁴1. 

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231 1Coríntios 12.12-27; Efésios 1.22,23; 5.24-30. 232 1Coríntios 1.2; 11.18; 1Tessalonicenses 1.1; Apocalipse 2,3. 233 1Coríntios 3.16; Efésios 2.22; 4.3,4; Filipenses 2.1.  234 1Coríntios 3.10; Efésios 2.19-22; 2Timóteo 1.13.  235 1Timóteo 1.19,20; 2Timóteo 2.16-21; 2Pedro 2.1; 1João 2.19; Judas 18,19.  236 Mateus   18.15-18;   1Coríntios   5.12,13; 11.17-34;   14.37; 2Tessalonicenses 5.14,15. 237 João   13.34,35;   Romanos   12.10;   13.8;   14.19;   15.14; 1Tessalonicenses 3.12; 4.9; 5.11,14; 2Tessalonicenses 1.3; Hebreus 10.24; Tiago 5.16; 1Pedro 1.22; 1João 3.11,23; 4.7,11; 2João 5. 238 Romanos 12.6-8; Efésios 4.11-16; 1Pedro 4.10. 239 Mateus 6.9-13; João 17.17; Atos 2.41,42,46; 19.3-5; 1Co 11.23-25; Efésios 6.18; 1Tessalonicenses 5.17; 2Tm 3.16,17; Hb 10.19-22; Tg 1.5-8; 5.15. 240 Lucas 4.16; Colossenses 4.16; 1Tessalonicenses 5.27; 1Timóteo 4.13;  Apocalipse 1.3. 241 Mateus 28.18-20; Marcos 16.15,16; Lucas 24.46-49; João 20.21-23; Atos 1.8.

Estamos comentando o artigo 23 da Declaração do DET. Neste estudo, focalizaremos o que diz o artigo da minuta em relação à natureza e às marcas de uma verdadeira igreja de Jesus Cristo. Conforme o artigo em epígrafe, uma igreja de Jesus Cristo é “uma comunhão pactual do povo escolhido de Deus operada pelo Espírito Santo e fundamentada na doutrina dos apóstolos, embora nelas eventualmente se imiscuam os réprobos e hipócritas, e que se distinguem pelas marcas da pura ministração da Palavra da Deus, da correta administração das ordenanças e do exercício fiel da disciplina”. Observe-se que a Confissão proposta assume um conceito de igreja próprio do congregacionalismo histórico, como também se sente herdeira da Reforma ao dispor sobre as marcas de uma verdadeira igreja. É sobre o que trataremos. 

1. É concebível sustentar em termos gerais que a Igreja é o povo de Deus e que é realizada pelo Espírito Santo para se relacionar com Deus por meio de Jesus Cristo. É nesse sentido que a Declaração vaticina que uma igreja local é “uma comunhão pactual do povo escolhido de Deus operada pelo Espírito Santo”. Nas palavras de Berkhof, a concepção reformada de Igreja “é que Cristo, pela operação do Espírito Santo, reúne homens consigo, dota-os da verdadeira fé e, assim, constitui a Igreja como seu corpo”. Na Loci Communes, de 1543, Melanchthon ressaltou que “a igreja é o povo escolhido de Deus e que ela não é uma entidade espiritual indefinível, mas sim o povo reunido em torno da voz do evangelho”.

2. Nesse sentido, é pertinente repisar o artigo 19 da confissão dos congregacionais brasileiros, legada pelo doutor Robert Reid Kalley, a Breve Exposição Doutrinas Fundamentais do Cristianismo, segundo o qual “A Igreja de Cristo no céu e na terra é uma só, e compõe-se de todos os sinceros crentes no Redentor, os quais foram escolhidos por Deus, antes de haver mundo, para serem chamados e convertidos nesta vida e glorificados durante a eternidade”. Notemos que Kalley se alinha ao conceito reformado de Igreja, delineia o conceito de igreja invisível e a considera não como um corpo indefinido, mas como sendo a composição dos crentes genuínos, pessoas certas e determinadas alcançadas pela graça do Redentor. Diz ainda que esses tais são os que foram eleitos antes de haver mundo, eleição esta que se relaciona em termos de causa e efeito com o fato de serem convertidos nesta vida e glorificados na eternidade.

3. Nesse contexto, é de se esperar que as igrejas locais sejam compostas por pessoas regeneradas, convertidas, justificadas. Ser membro de uma igreja cristã é o caminho natural para todos quantos Deus chama para ser parte da sua família, e somente para estes. Lucas, após descrever as atividades da igreja em Jerusalém, observou que “enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos” (At 2.47). Isso quer significar que, em regra, não existem cristãos genuínos à margem da igreja visível e não esperarmos que a decisão de se apartar de uma congregação seja a normal e esperada daqueles que foram alcançados pela graça salvadora (Hb 10.24,25). Por essa razão, aqueles que compõem a Igreja, ou as igrejas, foram designados no Novo Testamento de “cristãos” (“seguidores de Cristo”), “irmãos”, “crentes” ou “fieis”, “escravos”, visto que comprados por preço, “eleitos” ou “escolhidos”, porque escolhidos por Deus na eternidade e “discípulos” (At 11.26; 26.28; 1Pe 4:16; Fm 16; 1Ts 5.26; Fp 4.8; 1Tm 4.12; Rm 1.1; 1Co 6.20; 1Pe 1.18; 2.9; Ef 1.3-6; 1Pe 1.2; 2.9; Mt 28.18-20; Jo 13.35; 15.8). 

4. Os cristãos também são denominados de “peregrinos” e “forasteiros”, porque ainda distantes do seu lar verdadeiro, e “sacerdotes”, visto que oferecem sacrifícios espirituais a Deus por meio de Jesus Cristo (1Pe 1.17; 2.11; Hb 11.13-16; Fp 3.20; 1Pe 2.4,5,9; At 9.2; 19.9,23; 22.4; 24.14,22). A expressão “os do Caminho” ocorre exclusivamente em Atos e designa “o cristianismo” como o caminho de Deus para a salvação. I. Howard Marshall explica: “Deus indicou o caminho ou modo de vida que os homens devem seguir se desejam ser salvos (cf. Mc 12.14); a declaração dos cristãos de que o caminho deles era aquele indicado por Deus levou ao uso absoluto do termo, como aqui [em Atos 9.2]”. Pois bem, quando os “santos” se reúnem “em” ou “como” igreja, surge a “comunhão dos santos”, conceito mais relacionado com os aspectos da igreja militante, visível e institucional. 

5. Isso não quer dizer, entretanto, que, eventual e circunstancialmente, pessoas não regeneradas não venham a professar a fé superficialmente, acomodarem-se externamente à aparência de piedade e se tornarem membros comungantes da igreja. Pode ocorrer e de fato ocorre. A Declaração alertou para o fato de que “embora nelas”, nas igrejas, “eventualmente se imiscuam os réprobos e hipócritas”. Essa realidade, contudo, não desnatura uma verdadeira igreja de Jesus Cristo como uma “comunhão pactual do povo escolhido de Deus”, como uma comunhão “operada pelo Espírito Santo e fundamentada na doutrina dos apóstolos”. Os “réprobos e hipócritas” se ajuntam à comunidade da fé apenas “eventualmente”, como algo que pode ocorrer e somente como exceção à regra. Quando ocorre, deve-se a erros de julgamento humano, do próprio professante quanto à natureza da sua fé, bem como da comunidade, ao recebê-lo, em vitude da limitação humana em discernir o coração. Em hipótese alguma se deve concluir, a partir da presença ocasional de hipócritas, que a igreja seja um corpo misto de regenerados e não regenarados. Esse ponto merece especial atenção da nossa parte, pelo que divagaremos a respeito nos próximos pontos.

6. Antes de tudo, é necessário distinguir entre a natureza da igreja e as limitações da administração humana da igreja. O Novo Testamento apresenta a igreja como a assembleia daqueles que foram chamados eficazmente por Deus, regenerados pelo Espírito Santo e unidos a Cristo pela fé (Jo 3.3-8; Ef 2.1-10; 1Pe 2.9-10). Assim, sua natureza é a de um povo santo, composto por pessoas que receberam nova vida em Cristo (2Co 5.17; Cl 3.12). A admissão à igreja, no padrão apostólico, pressupõe arrependimento, fé e profissão pública de Cristo, seguidos do batismo (At 2.38-41; At 8.12; At 16.30-34; At 18.8). Em nenhum momento o Novo Testamento estabelece como princípio que pessoas reconhecidamente incrédulas devam integrar a comunhão da igreja. Ao contrário, aqueles que eram recebidos eram considerados discípulos e irmãos em Cristo (At 9.26-28). As cartas apostólicas são dirigidas à igreja como um corpo de “santos”, “fiéis”, “eleitos” e “santificados”, conforme antes registrado, indicando que os apóstolos tratavam seus destinatários como pessoas regeneradas, ainda que sujeitas a pecados e necessitadas de exortação (Rm 1.7; 1Co 1.2; Ef 1.1; Cl 1.2).

7. A disciplina eclesiástica confirma esse princípio. Jesus Cristo determinou que aquele que persistisse impenitentemente no pecado, recusando-se a ouvir a igreja, deixasse de ser considerado membro da comunidade cristã (Mt 18.15-17). Paulo igualmente ordenou que a igreja expulsasse o homem perverso do seu meio, preservando a santidade da comunhão (1Co 5.1-13). Se a igreja fosse, por definição, um corpo misto de regenerados e não regenerados, tais determinações perderiam parte de sua força normativa, pois a exclusão do ímpio pressupõe que sua permanência na comunhão é incompatível com a natureza da igreja.

8. O Novo Testamento, entretanto, reconhece que falsos irmãos podem infiltrar-se na igreja. Paulo menciona “falsos irmãos introduzidos com dissimulação” (Gl 2.4), Judas afirma que “certos indivíduos se introduziram com dissimulação” (Jd 4), e João declara que alguns saíram da igreja porque “não eram dos nossos” (1Jo 2.19). Em todos esses casos, a presença dessas pessoas é apresentada como uma infiltração ou um engano, e não como característica constitutiva da igreja. Essa realidade decorre da incapacidade humana de conhecer perfeitamente o coração. Somente Deus conhece infalivelmente os que verdadeiramente lhe pertencem (2Tm 2.19). O homem vê apenas a aparência, enquanto o Senhor conhece o coração (1Sm 16.7). Por isso, a igreja recebe pessoas com base na profissão de fé e na evidência de seus frutos, conforme o ensino de Jesus (Mt 7.16-20), podendo, em razão dessa limitação, admitir pessoas cuja conversão posteriormente se revele inexistente.

9. Mesmo episódios como o de Simão, o mágico, não demonstram que a igreja deva ser considerada um corpo misto por natureza. Simão foi recebido após professar fé e ser batizado, mas Pedro posteriormente revelou que seu coração não era reto diante de Deus (At 8.13-23). O problema não estava no padrão de admissão da igreja, mas na impossibilidade de discernir infalivelmente a realidade espiritual de cada indivíduo. A parábola do joio e do trigo também não exige, necessariamente, a conclusão de que a igreja seja composta deliberadamente por regenerados e não regenerados. Na interpretação do próprio Senhor Jesus, “o campo é o mundo”, e não a igreja (Mt 13.38). Assim, certo é que a parábola descreve a convivência entre justos e ímpios no mundo até o juízo final, e não estabelece um princípio normativo para a composição da membresia da igreja. Dessa forma, a conclusão a que se pode chegar é que a verdadeira igreja de Jesus Cristo deve ser composta, tanto quanto seja possível ao julgamento humano, por pessoas consideradas regeneradas em razão de sua profissão de fé e de sua conduta cristã (At 2.41-42; Mt 7.16-20). A eventual presença de hipócritas, falsos irmãos ou não regenerados constitui uma consequência da limitação humana em discernir os corações e da possibilidade de fraude espiritual, e não um elemento essencial da natureza da igreja (Gl 2.4; Jd 4; 1Jo 2.19; 2Tm 2.19). 

10. Pois bem, quando os “santos” se reúnem “em” ou “como” igreja (1Co 11.18), surge a “comunhão dos santos”, conceito mais relacionado com os aspectos da igreja militante, visível e institucional. Contudo, a questão tormentosa que deve nos ocupar, sobretudo em nossos dias, nos quais a quantidade de novas seitas cresce vertiginosamente, é: como saber se uma “igreja” é realmente uma igreja? Noutras palavras: como posso discernir entre uma igreja e uma seita? Melhor ainda: quais as marcas de uma verdadeira igreja de Cristo? Antes de destacarmos as marcas de uma igreja verdadeira, porém, devemos registrar duas considerações importantes: primeiro, não há sobre a terra uma igreja local perfeita, completa em todos os seus deveres e que cumpra as exigências de Deus, na doutrina e na vida, inteiramente; segundo, se uma igreja nega aquilo que é essencial, parte do núcleo inegociável da fé cristã, então concluiremos se tratar de uma falsa igreja, uma “não-igreja”, visto que igreja absolutamente falsa não pode existir, o que seria uma contradição de termos. Nesse sentido, Herman Bavinck observou que “‘verdadeira igreja’ se tornou o termo usado para designar não a verdadeira igreja à exclusão de todas as outras, mas uma variedade de igrejas que ainda sustentavam os artigos fundamentais da fé cristã, mas, quanto ao resto, diferiam muito entre si em graus de pureza”.

11. Ponderando sobre tais questões, os reformadores desenvolveram marcas pelas quais se poderia distinguir uma verdadeira igreja de Jesus Cristo. Os critérios utilizados por Melanchthon foram dois – a correta pregação do evangelho e a adequada administração dos sacramentos -, tendo rejeitado “os sinais que marcaram a igreja na teologia medieval, especialmente  a sucessão regular de bispos e a obediência às tradições humanas e, acima de tudo, a pretensão dos bispos de interpretar as Escrituras e estabelecer novas leis e práticas de adoração para a igreja” (Matthew BARRETT). Melanchthon, posteriormente, em sua obra Examen Ordinandorum, acresceu uma terceira marca: “A obediência devida ao ministério com respeito ao evangelho” (Hernman Bavinck). Lutero, por sua vez, na obra Dos Concílios e da Igreja, apresentou oito “marcas da Igreja”: a pura ministração da Palavra, do batismo, da Ceia do Senhor e das chaves do reino; a escolha legítima de ministros, oração e educação públicas e a cruz”, mas com o propósito de insistir que “o Espírito Santo gera a igreja perdoando o pecado e, assim, conferindo confiança em Cristo a seu povo escolhido que, sob a orientação do Espírito, produz os frutos da fé”. Contudo, ressalta Bavinck que “em outro lugar, ele só mencionou duas: a pura administração da Palavra e dos sacramentos”. 

12. De todo o exposto, é possível sintetizar que as marcas da Igreja, tais como compreendidas pelos reformadores com razoável consenso, são as reconhecidas pela Declaração, ao estabelecer que as igrejas de Jesus Cristo “se distinguem pelas marcas da pura ministração da Palavra da Deus, da correta administração das ordenanças e do exercício fiel da disciplina”. De plano, já devemos concluir que uma igreja não pode ser escolhida por questões periféricas, ainda que desejáveis, tais como a proximidade geográfica entre o lugar das suas reuniões e a residência dos crentes ou a receptividade alegre e jovial dos que a compõem. As marcas ora em comento devem servir de bússola quando o assunto é a escolha de uma igreja. 

13. Quanto à pregação bíblica ou ministração da Palavra, reconhecemos que certos textos podem ser distorcidos na exposição do pregador, sem que precisemos concluir se tratar de uma falsa igreja. Há, ademais, diferenças doutrinárias periféricas entre igrejas e igrejas, tais como as formas de batismo e de governo, que não podem definir essas ou aquelas como igrejas falsas. Entretanto, se o evangelho é negado em essência, se pontos cardiais da doutrina cristã são transtornados, tal “igreja” é uma “não-igreja”, não é parte da Igreja de Cristo. Destarte, antes de adentrar em uma dada igreja, devemos inquirir sobre o que ela diz sobre as Escrituras, sobre a Trindade, sobre a dupla natureza de Cristo e sobre a salvação pela graça mediante a fé. É preciso perguntar: A Palavra de Deus é suficiente e inerrante para o grupo? Sua mensagem revela Cristo como o Redentor divino todo suficiente? Seu ensino estabelece que a salvação é obra da graça de Deus, recebida pela fé somente? 

14. As ordenanças (batismo e Ceia do Senhor) devem ser rigorosamente observadas na comunidade. Porém, questões relacionadas ao batismo infantil (“pedobatismo”) e à natureza da Ceia (se sacramental ou mero símbolo ou memorial) não atestam a genuinidade de uma igreja, devendo ser objeto de tolerância. Por fim, a disciplina bíblica é um aspecto crucial de uma igreja cuja mensagem é de fato centrada na Bíblia. Não por acaso as palavras “discípulo” e “disciplina” possuem radical comum. Ser discípulo de Jesus é estar sob o jugo do Mestre, é viver de forma ordenada, sob a sua disciplina. Podemos afirmar que a disciplina é o reflexo da pregação bíblica e da correta administração das ordenanças na vida dos santos e na comunidade. John Stott, em sua obra de despedida (O Discípulo Radical), pondera que as palavras “cristão” e “discípulo” indicam relacionamento com Jesus, mas aviva que “‘discípulo’ talvez seja mais forte, pois inevitavelmente implica relacionamento entre aluno e professor”, para em seguida sugerir lamentando que “talvez, de alguma forma”, devêssemos “ter continuado a usar a palavra ‘discípulo’ nos séculos seguintes, para que os cristãos fossem discípulos de Jesus de maneira consciente e levassem a sério a possibilidade de estar ‘sob disciplina’”. 

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