Responsabilidades e Cuidados para o Futuro da Igreja

O encontro com os líderes de Éfeso, Atos 20.17-38

Temas Gerais
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Modo noturno
Sermão pregado na 55ª. Assembleia Geral da UIECB
03 de fevereiro de 2023.

Não é adequado, nem saudável e nem ético que um pastor que deixa o pastorado de uma igreja continue tentando exercer influência pessoal sobre ela, a despeito da presença do novo pastor. 

Mas, por outro lado, é esperado que o pastor, enquanto ainda no pastorado, oriente a igreja quanto aos passos a serem dados por ela após a sua saída. Isso porque é natural, é justo e é próprio do coração pastoral o peso da responsabilidade, quanto ao que dele depender, sobre os rumos da igreja após seu ministério, sobretudo se ele foi aquele que a plantou.

Digo que esse interesse pelo futuro das igrejas que pastoreamos é natural por razões diversas, dentre as quais destaco as seguintes: (a) porque criamos com o correr dos anos um vínculo de amor com aqueles irmãos; (b) por causa do zelo pela pura pregação do evangelho, que desejamos vê-la mantida naquele púlpito; (c) pela facilidade com que se pode em pouco tempo desconstruir aquilo que foi construído ou reconstruído ao longo de muitos anos e a duras penas. 

É, nesse sentido, totalmente compreensível o lamento angustiado de Paulo aos gálatas: “Receio de vós tenha eu trabalhado em vão para convosco” (Gl 4.11). Paulo disse estar ansioso em relação à postura dos gálatas após sua saída (assustado até!). Ele estava com receio de chegar à conclusão que trabalhou tanto – trabalhou até ao ponto do esgotamento (como sugere o verbo que ele usa – gr. “kopiao”)! –, mas inutilmente. 

Ele temeu que o resultado daquele trabalho exaustivo (quem adota a teoria da Galácia do Sul se recordará dos sofrimentos de Paulo na primeira viagem missionária, quando da plantação das igrejas em Listra, Icônio e Antioquia da Pisídia) fosse a atitude dos gálatas de “cair da graça” (como se isso fosse possível), e seu retrocesso daqueles irmãos à tentativa de justificação por obras da lei (como se isso fosse possível). 

A história dos congregacionais brasileiros registra fartamente esse tipo de preocupação. O doutor Kalley e a D. Sarah, como cediço, passaram vinte e um anos no Brasil, logrando organizar as duas igrejas pioneiras na evangelização pátria, no país e no Nordeste, a Fluminense e a Pernambucana, respectivamente. É evidente que os missionários não sairiam do Brasil sem, na medida do possível, projetar os caminhos futuros das igrejas brasileiras, o que de fato fizeram. 

A Igreja Fluminense recebeu patrimônio, organização eclesiástica nos termos das possibilidades legais da época, uma confissão de fé e dois catecismos, além de um pastor nativo com boa formação e um hinário com letras cuidadosamente selecionadas. Era de interesse do doutor Kalley quem assumiria o pastorado da igreja, o que a ela seria ensinado e o que ela cantaria.

Mesmo depois da saída definitiva do Brasil, na Escócia, Kalley tomava ciência dos assuntos envolvendo a obra iniciada por aqui e, sempre que necessário, auxiliava o pastor brasileiro, como o fez nas contendas envolvendo a influência dos Irmãos de Plymouth. A Igreja Pernambucana também foi objeto das ansiedades de Kalley, sobretudo em relação a obreiros que daria continuidade ao trabalho. 

Mas, vamos ao texto.

Elucidação da passagem

É considerando esse plexo de sentimentos e responsabilidades que deve ser lido o discurso de despedida de Paulo aos presbíteros-bispos que pastoreavam a igreja em Éfeso. 

Paulo estava retornando da terceira viagem missionária (Atos 18.23-21.16), que ocorreu entre os anos de 53 e 57 d.C. Quase três desses anos foram dedicados à evangelização de Éfeso (At 19; 20.31). Em nenhum outro lugar Paulo tinha pregado o evangelho por tanto tempo e o resultado é que Éfeso se tornou um celeiro da evangelização de toda a província da Ásia (At 19.10). 

Foi um trabalho bem-sucedido e, todavia, realizado sob perseguição de judeus e gregos, como demonstram o tumulto do populacho no anfiteatro (At 19.29-41), sua informação no discurso (v. 19: “provações que, pelas ciladas dos judeus, me sobrevieram”) e o que o apóstolo escreveu aos coríntios: “Ficarei, porém, em Éfeso até ao Pentecostes; porque uma porta grande e oportuna para o trabalho se me abriu; e há muitos adversários” (1Co 16.8,9). 

O ministério cheio de oportunidades em Éfeso transcorreu sob forte oposição, como costuma ocorrer em quase toda parte do mundo. Quanto mais larga a porta da oportunidade, mais se sentem provocados aqueles que fazem oposição ao evangelho. 

E o mais notável é que a presença da oposição foi destacada por Paulo como um dos motivos para ele permanecer em Éfeso – era uma evidência de que o Espírito de Deus faria coisas extraordinárias, como as que ocorreram ali, como também que a presença do apóstolo se faria ainda mais necessária para fortalecer os discípulos. Não foi fácil! Com efeito, Paulo diz em duas ocasiões no discurso que derramou lágrimas em Éfeso: quando perseguido pelos inimigos (v. 19) e quando labutava no discipulado (v. 31). 

Considerando todas essas coisas, Paulo correria o risco de haver trabalhado inutilmente em Éfeso? É certo que não, no que dependesse dele. Por isso, após o ministério nessa cidade, Paulo foi à Macedônia (Filipos, Tessalônica) e à Grécia (Corinto) tendo Jerusalém como o destino, mas, em passando pela Ásia, de Mileto mandou chamar os presbíteros de Éfeso (v. 17). 

Ele tinha pressa. Em Trôade, estendeu seu sermão até a meia-noite e o retomou após a ressurreição de Êutico, prolongando-o até o amanhecer, porque seguiria viagem no dia seguinte (At 20.7-11). 

A pressa também o fez decidir, por alguma razão, que não aportaria em Éfeso (At 20.16), mas também não partiria a Jerusalém sem um encontro final com os líderes daquela importante igreja, apesar de sabermos que aguardar os mensageiros que trariam os presbíteros de Éfeso a Mileto implicaria uma espera de cerca de quatro dias (a rota terrestre dos mensageiros a Éfeso era de mais de cinquenta quilômetros). À igreja em geral Paulo já havia falado tão logo cessou o tumulto (At 20.1). A conversa agora seria com os líderes da comunidade, e Paulo não partiria sem ela. Era o peso da responsabilidade sobrecarregando o coração pastoral do velho apóstolo. 

O discurso de Paulo (20.18-35), como veremos, divisa, em cada seção, uma orientação quanto ao futuro da igreja. Há na passagem duas grandes seções. Na primeira seção (20.18-27), Paulo fala de si: do ministério que exerceu entre os efésios (v. 18-21), dos planos para o futuro (v. 22-25) e do seu senso de dever cumprido para com eles (v. 26-27). O que desejou em todo o parágrafo foi acentuar que se alguém viesse a se perder, o responsável não seria ele! 

Na segunda seção (20.28-35), Paulo se volta para os líderes da igreja: primeiro (20.28-31), responsabiliza-os pelo cuidado do rebanho a partir das mais urgentes razões e conclama-os a um profundo senso de vigilância (“atendei”, no v. 28, e “vigiai”, no v. 31); segundo (20.32-35), Paulo, a partir do próprio exemplo, exorta os líderes da igreja a dependerem de Deus e da sua Palavra e a serem cuidadosos no que diz respeito à lida com o dinheiro. Essa seção inteira é uma exortação aos presbíteros baseada em seu próprio exemplo (v. 31, 33-35).

O encontro com os líderes de Éfeso termina de maneira emocionante, em clima de despedida dramática, com orações, lágrimas, afeto e gestos de amor fraternal, dentre os quais a atitude de acompanhar Paulo até o navio (20.36-38). 

Ele deve ter saído dali com o coração dividido em um misto de preocupações e de senso de dever cumprido – “fiz aquilo que me coube”. 

Aplicação

O texto é emocionante. Sua teologia é trinitária (v. 21, 28). Não é possível simplesmente ignorar as implicações cristológicas do versículo 28. A passagem é belamente pastoral, para não mencionar a missiologia  dos versículos 22 a 25. 

Entretanto, o que desejo refletir, a partir do nosso texto, é como o ministério de hoje, na medida do que nos é possível, pode contribuir para a igreja de amanhã, inclusive, se é que desejamos evitar a trágica constatação de havermos labutado em vão. Vejamos. 

Em primeiro lugar, certifiquemo-nos de que, por todos os meios possíveis e com sincero coração, estamos ensinando todo o conjunto suficiente de verdades reveladas na Palavra de Deus para promover a vida cristã da igreja.

Sim, é necessário, sobretudo em tempos sombrios como os nossos, que o rebanho reconheça que labutamos pelas razões certas, que nossos afetos não são mera bajulação e que a nossa opção pelo ministério não se deveu à falta de outras opções mais promissoras do ponto de vista financeiro. Nesse sentido, Paulo fez questão de enfatizar a sinceridade do seu ministério relembrando àqueles irmãos como ele serviu “ao Senhor com toda a humildade, lágrimas e provações” que sobrevieram a ele da parte dos judeus.  

Foi, todavia, exatamente em um contexto como esse, nada amigável ou animador, que Paulo anunciou a todos (v. 21: “tanto a judeus como a gregos”) e em todas as ocasiões (v. 20: “publicamente e também de casa em casa”), coletivamente e “a cada um” (v. 31), tudo quanto foi necessário e útil à fé daquela igreja (v. 20). Foi um ministério da Palavra abrangente suficientemente para incluir “todo o desígnio de Deus” (v. 27), mensagem em cujo centro está “o arrependimento para com Deus e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo” (v. 21).

Em síntese, Paulo relembra que não omitiu nada que pudesse contribuir ao bem-estar espiritual daqueles discípulos, que não é outro além do gozo da comunhão com Deus por meio de Jesus Cristo e no poder do Espírito. Ele não optou pelos temas favoritos do auditório. Não pregou para satisfazer aqueles que têm comichão nos ouvidos (2Tm 4.3). Ele fez em Éfeso o que disse também ter feito em Corinto: “… os judeus pedem sinal, como os gregos buscam sabedoria, mas nós pregamos a Cristo crucificado…” (1Co 1.22,23).

A nossa conclusão é que motivações e procedimentos certos aliados a verdades inegociáveis são o arsenal de um verdadeiro ministério cristão de hoje que inclusive projeta a vida da igreja de amanhã. 

Ocorre que não tenho certeza se a grande parte dos pastores do nosso tempo está certa quanto ao que deve se especializar e se dedicar. Não sei se ela sabe o que realmente deve ler e estudar, se é que ainda lê e estuda. É duvidoso se ela acredita que seu tempo de preparação deve se concentrar em conhecer o significado das palavras de Deus e sua implicação para a igreja hoje. Mais ainda. Não é despiciendo perguntar aos pastores se eles estão certos quanto ao que não podem deixar de ensinar. 

A evangelização pioneira do Nordeste se realizou a partir de convicções inalienáveis dos missionários. O doutor Kalley chegou a Recife em fins de setembro de 1873 para organizar a Igreja Pernambucana e, em seu diário, registrou o que ensinaria aos primeiros crentes recifenses naquelas poucas semanas que disporia, em “um curso breve sobre a pregação e a vida com Deus”:

  1. A certeza de Seu Ser, a glória de Sua natureza, a excelência de Seu caráter, Seu direito de governar.
  2. O homem, Sua superioridade em relação a todas as demais criaturas na terra. Sua sujeição a Deus. A natureza nobre da alma, a estrutura maravilhosa do corpo, a união dos dois. Seu destino futuro.
  3. Pecado, sua natureza, seu merecimento, suas consequências. Incapacidade do pecador se libertar do fardo, e a maneira de Deus salvar pela provisão de um substituto.
  4. O substituto. Deus e homem, o substituto em obediência e sofrimento. A perfeição de sua obra e a lógica de se depositar toda nossa confiança nEle, de se sentir seguro quando entregue às Suas mãos e Seu cuidado. 
  5. Os resultados eternos para os crentes, os remidos do Senhor, na ocasião de Sua volta e glória.

Devemos de tal proceder no ministério que, ao fim, quando encerrarmos cada uma de suas etapas, em nossas retrospectivas concluamos com Paulo (cf. At 18.6) e com Ezequiel antes dele (Ez 33.4): “estou limpo do sangue de todos” (v. 26). É dizer: “Se alguém vier a se perder, não se perderá porque fui negligente, porque soneguei as verdades mais inegociáveis da Palavra de Deus, ou porque tudo o que fiz foi oferecer lazer e música gospel”. 

Não seria trágico olhar em retrospectiva e perceber que no tempo que dispomos em uma igreja promovemos muito entretenimento, que palestramos muito sobre autoajuda, que nos imiscuímos em áreas que não dominamos (por achar que assim seríamos mais relevantes!) e negligenciamos aquilo que fomos chamados a proclamar e do que aquela igreja mais careceu desesperadamente? 

Até quanto a linguagem pode significar alguma coisa, se Paulo pode dizer-se “limpo do sangue de todos” por haver anunciado “todo o desígnio de Deus”, a conclusão é que enredar-se e enredar a igreja com tantas coisas – ao ponto do menosprezo para com o evangelho e para com a necessidade imperiosa do arrependimento e da fé em Jesus -, só pode implicar, a contrario sensu, que o pastor faltoso carregará respingos do sangue daqueles que se perderem. 

Em segundo lugar, certifiquemo-nos, quando e quanto nos for possível, de que aqueles que darão continuidade ao ministério pastoral na igreja compreendem a tamanha responsabilidade do encargo e têm discernimento suficiente para proteger o rebanho dos lobos

Nós, no ministério de hoje, estamos formando líderes responsáveis para a igreja de amanhã, inclusive? “Presbíteros-bispos” responsáveis vigiam a si mesmos (tornam-se modelos para o rebanho) e o rebanho, simultaneamente – cuidam de si enquanto cuidam do rebanho -, e devem cumprir a função de “bispos” que receberam do Espírito Santo, pastoreando a igreja de Deus (v. 17, 28). 

O “presbítero-bispo”, pois, é aquele que cuida (sentido geral) e, em sentido mais específico, que “pastoreia”, que alimenta o rebanho, que conduz o rebanho à pastagem, para alimentá-lo. É até desnecessário dizer que os termos “presbítero” e “bispo” são intercambiáveis e referem-se àquele que é “pastor”, que “apascenta” o rebanho. A propósito, Jerônimo escreveu que nos primórdios os presbíteros lideravam as igrejas e somente quando começaram a surgir as seitas e cada um quis apropriar-se de um grupo um dos presbíteros foi estabelecido como como bispo sobre os demais. 

Para provocar o senso de responsabilidade dos presbíteros-bispos, Paulo acrescenta que o rebanho é “a igreja de Deus, a qual ele comprou com o seu próprio sangue”. Abstraindo as controvérsias exegéticas da passagem, é suficiente dizer que a igreja universal consiste de pessoas certas e individualizadas que foram adquiridas por Deus e para Deus por meio da morte substitutiva e penal de Jesus Cristo. Essa consideração, sozinha, deve-nos fazer temer e tremer, a nós sobre quem pesa o encargo de supervisionar o povo de Deus. 

Além disso, os líderes deveriam estar atentos também por causa da iminente ação dos “lobos vorazes”, cujo propósito é devastar o rebanho. Homens desse tipo viriam de fora (v. 29: “entre vós penetrarão”) e também surgiriam no seio da própria igreja (v. 30: “dentre vós mesmos”). Os tais “lobos” trabalhariam distorcendo a verdade a fim de convencer os discípulos a segui-los (v. 30). 

O exemplo do ministério de Paulo entre eles deveria ser observado nesse trabalho incessante (de vigilância sobre si e sobre o rebanho) que os presbíteros deveriam exercer (v. 31). É preciso lidar com o rebanho de forma pública e privada, tanto coletiva como individualmente, porque a necessidade de cuidados pastorais é ininterrupta. 

As duas Cartas a Timóteo e a carta do Cristo glorificado a Éfeso (Ap 2.1-7) demonstram que os eventos preditos por Paulo realmente ocorreram, mas também que suas orientações surtiram efeitos de longo prazo, tanto é assim que a despeito da queda quanto ao primeiro amor, Éfeso permanecia, décadas depois, operosa, perseverante e capaz de fazer resistência a homens maus e falsos apóstolos, como os tais nicolaítas (Ap 2.2,6).

É, pois, o ministério de hoje que estabelece o padrão para o ministério de amanhã. 

Em terceiro lugar, certifiquemo-nos, quando e quanto nos for possível, de que aqueles que darão continuidade ao ministério pastoral na igreja sabem que dependem totalmente da graça de Deus, que não podem fazer nada de si e por si mesmos

“Quem, porém, é suficiente para estas coisas?” foi a pergunta retórica do apóstolo em 2Coríntios 2.16. Ninguém se atreva a lançar mão do ministério sem ter sido constituído pelo Espírito Santo. Ninguém se atreva a assumir o ministério do Palavra sem temor e tremor. Todo aquele que se candidata a ministro do evangelho sinta a dor da própria inadequação e, assim, dependa com desespero absoluto da graça de Deus. O homem certo é o que não se acha o homem certo. Observemos homens como Abraão, Moisés, Davi, Jeremias, Amós, Pedro, Paulo… O homem certo para tão nobre encargo é aquele que sabe até os ossos que somente Jesus Cristo, e não qualquer capacidade humana, pode fazê-lo útil no seu reino. 

Por isso, Paulo comissiona, remete, encomenda os líderes da igreja “ao Senhor e à palavra da sua graça”, que tem poder para edificar e dar herança “entre todos os que são santificados” (v. 32), como a dizer: “Eu sei que vocês não podem se desincumbir do encargo por si mesmos, por isso eu os envio à (eu os coloco ao lado da) fonte do poder que tanto carecem, qual seja, o Senhor e seu evangelho – dito na passagem como a “palavra da sua graça”, como também em Atos 14.3. 

O evangelho é a pregação de Jesus Cristo (Rm 16.25), é o poder de Deus para salvar os que creem. O evangelho carrega a autoridade de Jesus Cristo, tem poder inerente de fortalecer os presbíteros e é ele que concede a herança entre os que são santificados. Então, disse o apóstolo aos presbíteros, dependam dele, confiem nele. 

E, para reforçar seu apelo à dependência de Deus e da sua Palavra, Paulo outra vez se volta para o seu exemplo e relembra, à semelhança de Samuel, que não cobiçou prata, ouro e vestes (v. 33). Diz que, antes, sustentou a si e aos companheiros (Timóteo e Erasto estavam com ele em Éfeso) com “estas mãos” (v. 34) e com seu trabalho duro exemplificou um dito de Jesus que só o conhecemos por ele: “Mais bem-aventurado é dar que receber” (v. 35). A lição foi clara: não cobicem dinheiro, seja Deus e sua Palavra suficientes para vocês.

É, pois, o ministério de hoje que prepara os líderes do ministério de amanhã.

Conclusão

Em síntese, o ministério de hoje projeta a igreja de amanhã, inclusive, por meio do modo como procedemos, do que ensinamos e dos líderes que formamos. Ajamos responsavelmente, sob pena de corrermos o risco de labutarmos inutilmente ou, o que é pior, de levarmos caminho afora mãos tintas do sangue daqueles que vieram a se perder por não os termos advertido suficientemente. Seja Deus bondoso para conosco.

Soli Deo Glória!  

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