Divagações sobre a “Declaração de Fé Congregacional da UIECB” – Parte 11

Minuta do DET: Art. 25, Parte 11

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Das Ordenanças e do Culto Solene2⁵⁰

Artigo 25 – Cremos que as ordenanças do batismo com água, realizado em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, e da Ceia do Senhor, as únicas instituídas por Jesus Cristo à Igreja na Nova Aliança2⁵1, são representações por meio das quais os benefícios do pacto da graça são visivelmente sinalizados à fé dos eleitos2⁵2, os quais, por sua vez, ao dessas participarem, professam sua fé e dedicam sua fidelidade a Deus2⁵3, e que devem ser administradas no contexto do culto público, isto é, no ajuntamento solene das igrejas para a adoração no primeiro dia da semana2⁵⁴, observando-se, conforme o ensino das Escrituras, as formas exteriores2⁵⁵, vedadas as inovações2⁵⁶, e aquela santa devoção2⁵⁷ que não se deve nem a homens nem a anjos2⁵⁸.

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250 A UIECB congrega fraternalmente igrejas e pastores que adotam concepções sacramentalistas e memorialistas com respeito ao batismo cristão e à Ceia do Senhor.

251 Mateus 26.26-28; 28.19; Marcos 14.22-24; 16.16; Lucas 22.19,20; 1Coríntios 11.23-25.

252 Romanos 6.3-11; 1Coríntios 10.16,17; 11.25,26; 12.13; Colossenses 2.11,12; Tito 3.5.

253 Atos 2.41,42,46; 8.36-38; 9.18; 10.47,48; 16.33; 19.5; 1Coríntios 11.26-29.

254 Atos 20.7; 1Corínti os 16.2; Apocalipse 1.10.

255 Malaquias 1.7-10,12,13; Mateus 28.19; Atos 2.42; 20.7,20,28; Efésios 5.19,20; Colossenses 3.16,17; 1Timóteo 2.8,9; 4.13; 2Timóteo 4.1,2.

256 Êxodo 20.4; 32; Levíti co 10.1,2; Deuteronômio 4.15,16; 5.8-10; Mateus 15.9.

257 Gênesis 24.52; 2Crônicas 7.3; 29.29; Mateus 2.2; Hebreus 12.28,29; Apocalipse 4.10.

258 Mateus 4.9,10; Atos 10.25, 26; 14.11-15; Apocalipse 22.8,9. 

Discutimos anteriormente as revisões litúrgicas operadas a partir da Reforma da Igreja do século XVI. Convém, neste passo, analisar mais pormenorizadamente o “princípio regulador do culto”, seu fundamento bíblico-teológico e suas implicações práticas ao culto público. É o que faremos.

1. Parece incontestável afirmar que Deus estabelece nas Escrituras do Antigo e do Novo Testamento o modo como Ele deseja ser adorado. Jesus disse, a propósito: “Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade” (Jo 4.24). A palavra grega traduzida por “importa” (“dei”) não corresponde a mera sugestão, a conselho, a preferência, mas “dever” ou “obrigação”. Dito de outra maneira, o modo de culto requisitado por Deus é prescrito em termos de uma exigência divina, uma necessidade objetiva, no sentido de que “é necessário”, “é preciso que assim aconteça”, “é obrigatório” que “os seus adoradores o adorem” da forma estabelecida, porque assim “deve acontecer”. 

2. É possível concluir, ademais, com razoável precisão, o seguinte sobre essa relavante passagem: a) primeiro, uma vez que o debate suscitado pela samaritana dizia respeito ao local da adoração para judeus e samaritanos, a resposta de Jesus tem em mira, sobretudo e especificamente, o culto público (Jo 4.20-24), não a devoção privada; b) segundo, a resposta de Jesus equivale a um anúncio de uma novidade em relação ao culto (“Mas vem a hora e já chegou…”): o culto na presente era avança em relação àquele do Antigo Testamento e, ao mesmo tempo, antecipa em grande medida a adoraçãp na eternidade, quando toda a nova terra será um santuário para a adoração de Deus (Ap 21.22-26); c) terceiro, a mudança operada se concentrou notadamente na descentralização do local do culto (“nem neste monte, nem em Jerusalém…”): a Igreja se universalizou, sendo ela o templo de Deus (1Pe 2.5), razão pela qual sua adoração não está mais vinculada a um lugar específico; d) quarto, esse “novo” culto, como de resto, é resultado da iniciativa divina: é Deus quem “procura” verdadeiros adoradores, no sentido de que Ele os faz, como também a sua (divina) verdadeira adoração. 

3. Ainda sobre o texto em comento, Jesus informa sobre a natureza da verdadeira adoração como sendo “em espírito e em verdade” (Jo 4.23-24). Esse é o culto com o qual “os verdadeiros adoradores adorarão o Pai”. A exigência de um culto “em espírito e em verdade” decorre da natureza do ser de Deus: é porque “Deus é espírito” que “importa que os seus verdadeiros adoradores o adorem em espírito e em verdade”. Isso quer significar que a verdadeira adoração deve estar em estrita conformidade com o Ser perfeitíssimo de Deus e, especificamente, com a sua espiritualidade, atributo incomunicável segundo o qual Deus é imaterial, incorpóreo, invisível, transcendente (Lc 24.39; 1Tm 1.17). Uma implicação prática da espiritualidade de Deus é que ela condena a tentativa de materializá-lo (Dt 4.12, 15-16), guardando relação, portanto, com a forma correta de adoração. Assim, por quem Deus é, um “espírito puríssimo, invisível, sem corpo, partes ou paixões” (Savoy, II.1), a adoração devida e Ele deve ser: a) “em espírito”, isto é, procedente de um coração transformado e guiado pelo Espírito Santo, caracterizado por fé, arrependimento, amor e temor sinceros; e b) “em verdade”, ou seja, de acordo com a verdade revelada de Deus nas Escrituras, sem a interpolação de invencionices humanas. 

4. O culto devido a Deus pressupõe, por ser “em espírito”, uma radical mudança espiritual capaz de fundamentar atitudes de coração consentâneos com o culto que é devido a Deus. Esse aspecto da adoração é prescrito no Antigo Testamento, como também no Novo, por meio de um rico vocabulário. A palavra veterotestamentária “hishahawah” significa “curvar-se” e, em sua plenitude, é usada para a reverência humilde que deve caracterizar aqueles que se achegam a Deus (Gn 24.52; 2Cr 7.3; 29.29). Outro vocábulo utilizado no contexto da adoração no Antigo Testamento é “abodah”, cujo radical corresponde ao da palavra “ebed”, que significa “servo” ou “escravo”. A adoração a Deus é um serviço humilde, portanto.

5. No Novo Testamento, o vocábulo “proskuneo” (correspondente ao hebraico “hishahawah”), em geral traduzido por “adorar” ou “prostrar-se”, comunica a ideia de submissão e de consciência de inferioridade diante dAquele a quem se prostra (Mt 2.2; 18.26; Ap 4.10), atitude que “não se deve nem a homens” (At 10.25-26), “nem a anjos” (Ap 22.8-9; cf. Mt 4.9-10), conforme ressalta a Declaração. A palavra “latreia” significa “culto” ou “serviço religioso”, com significado paralelo ao do vocábulo hebraico “abodah”, e é traduzida em Hebreus 9.1,6 por “serviço sagrado”. O verbo correlato (gr. “latreuo”) ocorre em Filipenses 3.3 como “adorar”, vocábulo que indica que a adoração da Igreja é um serviço que fazemos para Deus e não um serviço que esperamos receber de Deus. A adoração, no Novo Testamento, é também um serviço humilde que fazemos a Deus. O termo “treskeia”, semelhante a “latreia”, indica também a expressão exterior do culto oferecido a Deus e é traduzido por “religião” (At 26.5; Tg 1.26-27) e “culto” (Cl 2.18). 

6. Outro vocábulo grego digno de nota é “sabein” (Mt 15.9; Mc 7.7; Rm 1.25), que exprime a ideia de temor que o homem deve sentir ante a santidade majestosa de Deus. Ao contrário, “asebeia” (a forma negativa de “sabein”), significa impiedade ou irreligiosidade (Rm 1.18), isto é, a falta de reconhecimento da majestade do Deus santo. Finalmente, “leitourgeo”, palavra composta por “laos” (povo) e “ergon” (trabalho) é a realização de um trabalho sacerdotal (At 13.2; Hb 9.21; 10.11). Em síntese, percebe-se que o culto é a prostração humilde que a Igreja faz perante Deus, reconhecendo a própria indignidade e a majestade do Senhor, por meio do qual se oferece a Ele como um serviço sagrado, em amor (Dt 6.4-5), temor (Hb 12.18-21), confiança (Hb 10.19-21) e vida santa (1Tm 2.8).

7. Por outro lado, o termo “em verdade”, como antes adiantei, aponta à necessidade de observância da forma correta da adoração, com exigência de submissão à verdade revelada quanto aos elementos exteriores prescritos por Deus em sua Palavra. Esse aspecto da adoração de Deus exige aquele conhecimento que os judeus possuíam, mas que faltava aos samaritanos (Jo 4.22): “São israelitas; a eles pertencem… o culto [gr. “latreia”, isto é, o serviço religioso formal]…”. É dizer, não basta sinceridade de coração, é preciso adorar a Deus também de acordo com a forma exterior por Ele estabelecida. Isso é requisitado no Antigo Testamento, onde e quando Deus estebaleceu o lugar da adoração (Ex 25-27; Dt 12.5-6; Sl 122.1), dias e épocas para a sua realização (Ex 12; Lv 23), seus tipos e formas (Lv 1-5) e quem podia oferecê-la (Ex 28.1). Um mandamento – o segundo (Ex 20.4) -, foi outorgado para a proteção da forma de adoração, e logo no início ficou claro que o desrespeito a essa forma poderia ser fatal (Ex 32). Nesse contexto, há diversos exemplos de indivíduos que transgrediram prescrições cultuais formais e sofreram o juízo divino: Nadabe e Abiú introduziram incenso indevido (Lv 10.1-2); Saul pecou ao oferecer sacrifício (1Sm 13.8-14); Uzá sofreu a ira de Deus por ter tocado na arca, contrariando a lei (2Sm 6.6-7; Nm 4.15), e Davi pecou ao transportar incorretamente a arca (1Cr 25.14; Ex 25.14; Nm 7.9); Jeroborão promoveu um culto alternativo, não aceito por Deus (1Rs 12.28-33); Uzias foi ferido com lepra porque entrou no Templo para queimar incenso (2Cr 26.16-21) etc.

8. Entretanto, não raro, os aspectos interiores e exteriores do culto andam relacionados, sobretudo quando quem viola a forma exterior conhece a prescrição divina para a adoração formal, em geral como expressão de uma apostasia interior já em curso. O profeta Malaquias condenou as ofertas trazidas pelos judeus e oferecidas pelos sacerdotes (Ml 1.7-8), porque em desacordo com a forma estabelecida na lei de Deus (Lv 22.20). Com efeito, em Malaquias 1.6-14, Deus tem vista os sacerdotes, mas também o povo, cujo coração questionava o amor de Deus (Ml 1.2). Na passagem, em duas ocasiões se diz que o nome do Senhor é grande entre as nações (1.11, 14), enquanto Deus não estava sendo honrado, nem como Pai, nem como Senhor, pelo seu próprio povo (1.6). O modo como a nação estava desprezando a Deus era este: animais cegos, coxos e doentes, que nem o governador aceitaria de bom grado, estavam sendo oferecidos a Ele (1.8). O que está em jogo aqui guarda relação com as imperfeições rituais, vededas na Palavra de Deus. Os sacerdotes conheciam as leis que descreviam minuciosamente o culto (Ex 12.5; Lv 1.3, 10; Dt 15.21) e, nada obstante, ofereciam sacrifícios inaceitáveis, que melhor seria não terem sido feitos (Ml 1.10, 13). Esse exemplo evidencia que a deliberada desobediência à forma conhecida apenas revela um coração ingrato e desprezador da glória de Deus. 

9. O Novo Testamento, por sua vez, introduz mudanças na forma de adoração, como antes observado en passant (Jo 4.19-24), sobretudo porque as leis cerimoniais levíticas foram cumpridas em Cristo (Rm 10.4), tendo sido apenas “figuras” e “sombras” das realidades que prefiguravam (Hb 9.23; 10.1-4). Ademais, a Igreja se universalizou e, por ser o cristianismo essencialmente universal, não encontramos no Novo Testamento uma ordem litúrgica com perfil estático a ser minuciosamente seguida em todas as culturas do mundo, e mesmo em nenhuma delas em particular. Entretanto, permanece a verdade que Deus continua estabelecendo, na Nova Aliança, as formas exteriores, não apenas as atitudes interiores, requeridas à adoração que o seu povo deve prestar-lhe. Ou seja, “tudo o que fazemos na adoração corporativa deve ser claramente fundamentado nas Escrituras” (Mark Dever e Paul Alexander). Assim, pela Palavra, Deus nos diz como Ele quer ser adorado, com quais elementos formais, sendo-nos vedado inovar, prestar culto a Deus de uma forma não prescrita em sua Palavra. Eis o significado do “princípio regulador do culto”. 

10. Esse princípio está de acordo com o que Deus revela nas Escrituras sobre si e sobre elas mesmas. Observe-se, por exemplo, a perfeição divina da independência, presente em todas as manifestações da divindade, desde seus pensamentos, vontade e poder soberanos até a elaboração e execução dos seus planos. As Escrituras, com efeito, ensinam que Deus é independente em seus pensamentos e na elaboração dos seus planos (Rm 11.33-34; Is 40,13,14), como na execução da sua vontade (Ef 1.5,11; Rm 9.19; Dn 4.35; Ap 4.11) e em seu grande poder (Sl 115.3). Não deveríamos esperar que o Deus que faz todas coisas, exclusivamente conforme o conselho da sua vontade, estabelece o modo como o seu povo eleito deve servi-lo em adoração? A independência de Deus não é objeto de admiração dos homens em geral exatamente porque frustra o desejo humano de autosuficiência e os lembra que foram criados para depender do Criador e viver para Ele, de quem recebem até o oxigênio que os mantém vivos. A Igreja, de seu turno, expressa que depende do Criador-Redentor inclusive submetendo-se à forma de adoração por Ele fixada nas Escrituras. 

11. Os atributos de soberania – vontade e poder soberanos -, semelhantemente pressupõem que Deus, em toda a História Bíblica, ditou a forma como deseja ser servido por seu povo. As Escrituras enfatizam Deus como Aquele que reina sobre tudo e todos e executa toda a sua vontade e a tudo sustenta com a sua onipotência (Rm 9.21). São frequentes os textos que expressam o fato de que Deus domina sobre tudo e todos (1Cr 29.10-12; 2Cr 20.6; Sl 50.10-12) e de que Ele realiza toda a sua vontade (Sl 115.3; 135.5,6; Jó 23.13), a ponto de nada e ninguém poderem impedi-lo (Jó 42.2; Pv 21.1,30; Sl 2.1-4). A liberdade soberana de Deus pode ser vista claramente nas obras da criação (Ap 4.11), no domínio providencial que exerce sobre as coisas criadas (Sl 47.8; Dn 4.35) e na redenção (Rm 9.21; Ef 1.4-5, 11). Seria razoável supor que somente quanto ao modo de adoração a vontade de Deus não devesse ser rigorosamente considerada? 

12. Sob outra ótica, o “princípio regulador do culto” está em consonância com os atributos autodeclarados das Escrituras, especialmente a sua suficiência e a sua autoridade. Pelo atributo da suficiência, quer-se afirmar que as Escrituras contêm tudo quanto Deus desejou revelar ao seu povo em matéria de fé e prática, bem como que essas informações são suficientemente completas para nos ensinar o necessário a respeito do seu Ser, da sua vontade sobre a vida que Ele quer que vivamos e, por que não, do modo como devemos adorá-lo. A consequência lógica da suficiência das Escrituras é que nada, em tempo algum, deve ser-lhe acrescentado (Dt 4.1-2), seja por supostas novas revelações do Espírito, seja por tradições de homens. No Antigo Testamento, Deuteronômio 12.32, passagem que diz respeito exatamente à forma de culto, afirma o seguinte: “Tudo o que eu te ordeno observarás; nada lhe acrescentarás, nem diminuirás”. No Novo Testamento, Jesus aviva que a observância das tradições humanas implica a negligência para com os mandamentos de Deus (Mt 7.6-13). Paulo, em Colossenses 2.16-23, adverte a igreja a não se deixar julgar pela abstenção de práticas litúrgicas veterotestamentárias, dentre as quais “o culto de si mesmo, isto é, o culto proveniente da vontade [humana], as formas de culto inventadas pelo homem, para agradar a sua própria vontade” (Anglada). 

13. Se considerarmos tudo que as Escrituras dizem sobre si mesmas, a conclusão a que chegaremos é que elas são a palavra final para resolver todas as controvérsias religiosas e julgar todas as tradições humanas e experiências pessoais. Se elas são a revelação de Deus inspirada pelo Espírito no processo do seu registro, e se são a suficiente, clara e inerrante Palavra de Deus, a conclusão evidente é que elas são dotadas de uma objetiva autoridade suprema. Por autoridade “objetiva” das Escrituras, quer-se dizer que tal autoridade não depende de eventual reconhecimento humano de tal atributo. As Escrituras, em síntese, são autoritativas porque emanam de Deus e tal fato não é abalado pelas opiniões humanas a respeito. A noção da Escritura como o juiz supremo de todas as controvérsias religiosas é refletida em inúmeras das suas passagens (At 17.11; 1Co 7.10.12,25). Em 1Coríntios 14.37, há aquele mandamento peremptório dado no contexto das orientações sobre o culto público da igreja em Corinto, segundo o qual “Se alguém se considera profeta ou espiritual, reconheça ser mandamento do Senhor o que vos escrevo”. Como é esse o caso, que as Escrituras são autoritativas, as igrejas dependem delas, em última análise, quanto ao julgamento de todas as coisas que tocam a religião, e não seria diferente quanto à forma do culto que deve ser oferecido a Deus.

14. Se, por todo o exposto, decidirmos nos afastar do “princípio regulador do culto”, qual seria o critério a adotarmos quanto à questão tão central da vida eclesiástica? Com base em que rejeitaríamos as vestes litúrgicas (alva, estola, casula), muito mais associadas ao sacerdócio levítivo, os elementos fixos da missa medieval (Kyrie, Gloria, Sanctus, Agnus Dei), as fórmulas fixas de oração, o incenso, o uso de velas, os gestos litúrgicos tradicionais (sinal da cruz, genuflexão para a Ceia, a elevação dos elementos da Escaristia) e as procissões? Se rejeitarmos tais elementos e formas exteriores com base no fato de que não estão prescritas nas Escrituras, por que admitiríamos a espetacularização do culto por meio de peças teatrais temáticas, coreografias, danças e balés, pantomimas, jograis, aplausos, apelos, cantatas? Não é certo que essas formas exteriores, como aquelas, também não aperecem no Novo Testamento e jamais foram usadas pelos cristãos primitivos? Afinal, qual o culto praticado no Novo Testamento e recuperado em grande medida pelo reformadores, e como devemos praticá-lo no contexto brasileiro do século XXI? A próxima divagação, a última sobre o art. 25 da Declaração, lidará com essa questão.

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